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No dia 9 de Janeiro de 1911
reuniram-se os republicanos Elias Lourenço Rouxinol, Manuel Lourenço
Rouxinol e Alfredo Simões com o intuito de organizarem uma comissão e
procurarem, em Carnide, o Sr. José Faustino para que este os elucidasse
acerca do caminho a seguir na construção deste empreendimento.
Assim, no dia 3 de Fevereiro de 1911, no local da Paiã, Quinta da Azenha
Velha, reuniram-se em Assembleia-geral José Maria Holbeche, José
Faustino, Inocêncio Vasco Gamito, Eduardo Ferreira Francisco Gonçalves,
Manuel do Cabo Passos, João Luiz Charola, Pedro Luiz Charola, Manuel
Pereira d’Arruda, Abílio dos Santos Revesso, Jaime do Cabo Passos,
Francisco Gomes da Silva, José Lourenço Rouxinol e vários outros desta
localidade e arredores para a fundação do Centro Escolar.
Nesta
Assembleia, o Sr. Manuel de Cabo Passos, presidente da Junta da Paróquia
de Odivelas, congratulou-se pelo impulso que os fundadores do Centro se
propunham dar à instrução do povo e colocou todo o seu préstimo ao
dispor do projecto. Se seguida, foi dado um voto de agradecimento e
louvor ao Sr. Francisco José Nepomuceno pela cedência generosa da casa
para a sede do Centro. Por último, foi convidado para Patrono do Centro
Escolar o Sr. Tenente Valdez que aceitou o convite.
No dia 2 de Março de 1913, numa outra reunião, o Sr. Francisco José
Nepomuceno propôs a transferência do Centro Escolar Republicano Tenente
Valdez para a Capela da Senhora dos Prazeres, também sua propriedade,
cedendo-a ao Centro. Esta acção valeu ao presidente um especial elogio
da parte do Sr. Tenente José d’Ascensão Valdez.
Desde então, pelas sucessivas assembleias-gerais que foram decorrendo no
Centro passaram diversas figuras de destaque, locais e nacionais, como o
Dr. Joaquim Pratas (1933), director da Escola Agrícola da Paiã; o Dr.
José Azeredo Perdigão (1936), presidente da administração da Fundação
Calouste Gulbenkian; os professores José Maria Amaro Júnior e Alfredo
Ramos Gil (1937), de Belas Artes e Educação Física na Escola Agrícola da
Paiã; Dom Pedro Escórcio da Câmara (1937); o Eng. Arnaldo Rodrigues de
Sousa, director da Escola Agrícola da Paiã, e o Dr. Emílio Aparício
Pereira (1946), médico e marido da Sra. Professora D. Augusta que
administrava a escola do Centro, que prestava assistência médica
gratuita às crianças do Centro.
Em 1936 o Centro viveu um episódio próprio da época quando foi obrigado,
pelo regime fascista, a mudar de nome para Centro Social Tenente Valdez,
só voltando a recuperar o nome original em 1975, um ano depois da
revolução de 25 de Abril.
O Centro Escolar atravessou várias crises directivas, estando mesmo
encerrado entre 1970 e 1973 para vir a ser reaberto por um grupo de
sócios que se lançou de alma e coração na sua recuperação. Foram feitos
vários melhoramentos e pedido um terreno de 8000 m2, à Junta Distrital
de Lisboa por intermédio da Escola Agrícola da Paiã, para nele se
praticar desporto dedicado às camadas mais jovens. Mais tarde, o Centro
filiou-se na Associação de Futebol de Lisboa, na Associação de Atletismo
e na Federação das Colectividades de Cultura e Recreio.


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